quinta-feira, 20 de julho de 2017

O MBL é o novo PT, escreve o jornalista Paulo Germano de Zero Hora


"O PT, agora com seu líder condenado à prisão, já começa a rumar para o ocaso. Não seria mau se o MBL, que também deixou para trás suas origens para abraçar a intolerância, tivesse o mesmo fim."

Surgido em 2013 como um inteligente contraponto ao sectarismo da esquerda, o MBL recorre à nefasta estratégia que sempre criticou...

Símbolo incontestável da nova direita, com mais de 2 milhões de fãs no Facebook — o que representa 1% da população do país —, o Movimento Brasil Livre (MBL) surgiu em 2013, na esteira das jornadas de junho daquele ano. Com toda a sinceridade, simpatizei com eles.
Era um grupo de jovens entre 20 e 30 anos, todos egressos de uma embrionária onda liberal. Aproveitaram a barulheira da esquerda — que protestava contra o aumento das passagens e exigia um transporte público gratuito — para se afirmar como uma alternativa inteligente. O MBL distribuía cartazes que defendiam a abertura do mercado para quebrar o oligopólio das empresas de ônibus. Pregava também a legalização de peruas e vans como opções de transporte mais barato — e de emprego para os motoristas. Ideias bem mais factíveis que o delirante passe livre.

Eu aqui, favorável a um Estado menor, à livre concorrência, ao fim do controle estatal sobre os correios, sobre o petróleo, sobre a energia e sobre o que for; eu aqui, contrário à taxação das grandes fortunas e à autoritária inclinação da esquerda de mandar no mercado, mandar na imprensa, mandar na propriedade e mandar no que for; eu aqui, um entusiasta da filosofia de John Rawls e Stuart Mill, realmente gostei de ver um movimento liderado por jovens promovendo uma entusiasmada defesa do liberalismo.

Vieram as manifestações pelo impeachment, em 2015, e o MBL virou fenômeno. Ficou famoso. Não concordei com eles: embora considerasse o governo Dilma uma tragédia completa, nunca enxerguei a materialidade, a concretude, a incontestável certeza de que aquelas denúncias justificavam, de fato, o afastamento da presidente.

Comunista.

Esquerdopata.

Bolivariano, petralha, socialista, eleitor do PSOL.

Foi assim que militantes do MBL passaram a me tachar — e a tachar qualquer pessoa que divergisse de suas ideias, em uma estratégia desprezível de interditar o debate. E não há nada menos liberal do que refugar a liberdade de pensamento. De uma hora para outra, as redes sociais do movimento passaram a aplaudir Michel Temer, exaltar Jair Bolsonaro e esculhambar conquistas da população LGBT. Chegaram a dizer que Geraldo Alckmin (PSDB) aderiu à "agenda da esquerda" ao instituir banheiros para transexuais nas escolas de São Paulo.

Você pode gostar de Bolsonaro, também pode desprezar os homossexuais, tudo bem, mas você é um um radical de direita, um ultraconservador, talvez um militarista, qualquer coisa menos um liberal. Todo teórico do liberalismo defende tanto a propriedade privada quanto a liberdade de associação — quer dizer, não pode o Estado impedir duas pessoas de serem sócias. Se a nossa primeira propriedade privada é o próprio corpo e se a associação mais popular do planeta é o casamento, um liberal que se recusa a defender a união homoafetiva vive em absoluta contradição.

Por que o MBL deixou de ser liberal? No Rio Grande do Sul, expoentes do movimento se irritaram com a nova postura e picaram a mula. Foi o caso de Fábio Ostermann, que em 2016 concorreu a prefeito de Porto Alegre pelo PSL, e do vereador Felipe Camozatto, do Partido Novo. O MBL tornava-se assim um veículo truculento, dedicado muito mais a fustigar a esquerda — sem qualquer respeito à divergência de opiniões — do que a apresentar propostas para o país, como fizera com competência em 2013.

Membros atuais do movimento dizem que Renan Santos, coordenador nacional, passou a ditar uma estratégia bem clara: para crescer, é preciso ter um inimigo. Cria-se, assim, um ambiente de cumplicidade com quem também odeia esse inimigo. Neste momento de fragilidade inédita da esquerda, com tanta gente abominando o PT, "o cara pode gostar do MBL não porque apoia as nossas posições, mas porque adora nos ver atacando quem ele detesta", me disse um militante.

A postura é igualzinha àquela adotada por... adivinhe quem?

Lula.

Ele e o PT atravessaram uma década inteira atacando um terrível inimigo.

— A elite brasileira é perversa, nunca acreditou neste país — disse Lula na campanha eleitoral de 2002.

— Vão morrer sem entender por que um metalúrgico sem diploma é capaz de fazer mais do que eles — disse Lula em 2007.

— A crise foi causada por gente branca de olhos azuis — disse Lula em 2009.

— Precisamos extirpar o DEM da política brasileira — disse Lula em 2010.

Aí veio a filósofa petista Marilena Chauí, com uma das maiores idiotices já ditas por um intelectual no Brasil:

— Eu odeio a classe média! A classe média é um atraso de vida! A classe média é a estupidez! É o que tem de mais reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista! A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista! É uma abominação ética, porque ela é violenta! E é uma abominação cognitiva, porque ela é ignorante!

Credo, é para irritar mesmo a classe média. Só que agora, com o PT em baixa e uma classe média ressentida, a elite perversa se insurgiu — e o MBL, espertalhão, assumiu como porta-voz. Fazendo a mesma coisa que Lula: insistindo em dividir o país, chutando as fuças do inimigo e rejeitando a pluralidade de ideias.

O PT, agora com seu líder condenado à prisão, já começa a rumar para o ocaso. Não seria mau se o MBL, que também deixou para trás suas origens para abraçar a intolerância, tivesse o mesmo fim.


Publicado originalmente no jornal Zero Hora de Porto Alegre. O autor do artigo é o jornalista Paulo Germano. Germano é formado em Jornalismo pela PUC/RS, tem 34 anos e desponta como um dos mais respeitados jornalistas do Brasil.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Marchezan vira ídolo de Paulo Germano de ZH na quarta!

O Marchezan Paz e Amor

Prefeitura de Porto Alegre se reviu, melhorou a relação com vereadores e deu autonomia a Gustavo Paim


Escreve Paulo Germano: Há um mês e meio, escrevi o seguinte: "Se continuar achando que pode governar sozinho, o prefeito não vai governar. Não vai passar na Câmara um único projetinho, quanto mais esses projetões antipáticos que provocam urticária em qualquer pessoa que viva de votos, como é o caso dos vereadores".
Foi uma crítica dura, necessária há 40 dias, mas felizmente não cabe mais. Marchezan se reviu. E o divisor de águas foi aquele vídeo em que o prefeito, irritado, recorrendo a adjetivos como "mentiroso" e "demagógico", apontava uma suposta "falta de coragem" dos parlamentares por terem mantido a reposição automática da inflação ao salário dos servidores. Os vereadores se enfureceram.
— Demos um ultimato e, depois dali, foi da água para o vinho. A gente pedia uma audiência com ele e nunca mais tinha retorno. Agora, se eu quiser falar toda semana, o cara me recebe com um sorriso — diz um vereador da base aliada.
Esse vereador estava entre os que já cogitavam pular para a oposição. Natural: só vale a pena defender um governo — e enfrentar o desgaste de propostas impopulares desse governo — se houver algo em troca. Até o início de junho, Marchezan vetava projetos de vereadores e nem dava satisfação. Hoje, telefona para o autor do projeto, explica por que terá de vetá-lo e sugere que a mesma proposta seja protocolada de novo, mais tarde, com uma mudança ou outra.
O caso do Fundo Municipal de Segurança Pública, idealizado pelo presidente da Câmara, Cássio Trogildo (PTB), é um bom exemplo. Depois de aprovado no parlamento, Marchezan decidiu vetar o projeto por "vício de iniciativa". Quer dizer: só o Executivo poderia apresentar uma proposta assim, que versa sobre as finanças do município — não um vereador.
Quando Marchezan foi viajar para a França, no início do mês, o vice Gustavo Paim pediu licença por dois dias. Trogildo assumiu o governo e, como prefeito interino, pôde ele mesmo enviar à Câmara o projeto que criava o fundo. Afagos assim não representam nada além de fazer política — o que é imprescindível para um governo andar.
Aliás, Paim tem feito política desde que assumiu a articulação com a Câmara no lugar do ex-secretário Kevin Krieger. Marchezan deu autonomia ao vice-prefeito, coisa que Krieger queixava-se por não ter.
— O prefeito não tinha experiência no Executivo, não entendia como funcionava. Acostumou-se a contestar e a gritar, coisas que funcionam bem quando se é deputado — analisa um assessor da prefeitura.
A nova postura só é ruim para quem torce contra o governo. Por mim, que tenha vida longa esse Marchezan Paz e Amor.

Paulo Germano de ZH "senta o pau" em Marchezan na terça!

Andarilho no frio no Viaduto da Borges: quem dera fosse ficção o post de Marchezan

Enquanto o prefeito publicava um gracejo no Facebook, os verdadeiros habitantes do viaduto encaravam os 8ºC do domingo à noite

Por: Paulo Germano
17/07/2017 - 16h47min | Atualizada em 17/07/2017 - 19h59min
Andarilho no frio no Viaduto da Borges: quem dera fosse ficção o post de Marchezan Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook 
Uma criatura vestida com trapos arrasta seu corpo cadavérico sob um frio intenso no Viaduto da Borges.
Quem dera a cena se resumisse a uma brincadeira, como no post de Nelson Marchezan publicado às 21h46min de domingo. Ao recorrer à imagem de um white walker — zumbi que habita as regiões geladas na série Game of Thrones — para comentar a chegada do frio, o prefeito mirou na ficção e acertou a realidade.
Enquanto Marchezan postava no Facebook, o fotógrafo Jefferson Botega, de Zero Hora, registrava os verdadeiros andarilhos. Fazia 7,9ºC na Avenida Borges de Medeiros: alguns calçavam chinelos de dedo, outros se cobriam com sacolões de lixo, vários se refugiavam em tendas improvisadas sob as arcadas do viaduto.
Foto: Jefferson Botega / Agência RBS
Inaugurada em 1932, a imponente estrutura em estilo neoclássico passou de ícone arquitetônico a símbolo de abandono. Dezenas de desvalidos montam toda noite suas barracas ali, conferindo ao local um cenário tão desolador que talvez nem um white walker conseguisse oferecer.
Uma pesquisa divulgada pela UFRGS no fim de 2016 mostrou que a população adulta de rua, em Porto Alegre, cresceu impressionantes 75% em oito anos. Ao expor no Facebook um maltrapilho vagando no frio da Borges, o prefeito expôs também uma das chagas mais pungentes da cidade.
Aliás, na mesma noite de domingo, a três quilômetros do viaduto, um morador de rua morreu na Avenida Goethe. A polícia suspeita que tenha sido de frio.
Foto: Jefferson Botega / Agência RBS

domingo, 16 de julho de 2017

Site de notícias "ImprensaLivreRS" alerta para "lixão" em pedreiras e saibreiras de Porto Alegre

PORTO ALEGRE: ANTIGAS PEDREIRAS E SAIBREIRAS NA MIRA DOS LIXEIROS SUJOS!!!


Blog IMPRENSALIVRERS recebeu uma informação de uma fonte altamente confiável  - de uma Fundação reconhecida internacionalmente -,  que aves de mau agouro estão de olho nas pedreiras e saibreiras desativadas de Porto Alegre para ali depositar lixo urbano e industrial altamente tóxico - lixo hospitalar, resíduos com chumbo e mercúrio.

Se não bastasse o lixão da Zona Norte (Aeroporto),  que contamina perigosa e criminosamente o lençol freático e o Rio Gravataí, por consequência o Rio Guaiba, agora uns "espertinhos", sem nenhuma tradição no tratamento e destinação final dos resíduos produzidos por uma grande metrópole, querem sujar Porto Alegre.


Esse "projeto" já foi abortado e sepultado na gestão Fogaça. Porém, um político decadente, que virou "consultor ambiental" anda alardeando que está com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre na palma da sua mão. Será que fala de ex chefe de gabinete? 

Esse ex-político se aliou ao que tem de mais podre, pior que o chorume que corre a céu aberto na cabeceira Norte do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

Essa mesma turma, manjadíssima na área da construção civil, por seus estranhíssimos  "canais", que libera obras gigantescas sem a devida compensação está na jogada, o que representa sinal vermelho para Porto Alegre.


Nos bastidores o que se ouve é que um certo "CARDEAL", objeto de inúmeras denúncias por atos NÃO REPUBLICANOS  está no comando. Esse personagem já foi até capa de revista pela umbilical ligação com a ex-presidente. 

A mesma fonte lembrou que outras aves (urubus) amigos do"CARDEAL" costumam sobrevoar a Assembleia gaúcha, o centro de Porto Alegre e os portões da Elétrica da Vila Divinéia.


Não sabem os URUBUS que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal já planilharam por completo a atuação do famigerado grupo. Não adianta correr para baixo dasASAS DE GENERAL,  muito menos alardear que é amigo e parceiro de negócios com a ex-presidente Dilma. 

JORNAIS DETURPAM A NOTÍCIA, diz Bibo Nunes!


Escreve o comunicador Bibo Nunes no facebook:
Brigada é chamada pra acabar confusão que acontecia na Cidade Baixa, sendo recebidos a pedradas e garrafadas, e jornais destacam que a BM provocou tumulto.
Manchete co Correio do Povo: Ação da Brigada Militar termina em tumulto na Cidade Baixa, em Porto Alegre.
A editoria dos jornais deveria tomar mais cuidado com o que publicam com relação a segurança pública.
Manchete da Zero Hora :Ação da BM termina em confusão na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Atualmente, esse tipo de manchete e distorção só ajuda aos baderneiros e marginais.
É por isso que o Bolsonaro está cada dia mais forte para Presidente do Brasil.
É hora de valorizar a ação da Brigada Militar e desvalorizar veículos de comunicação, que indiretamente jogam contra a sociedade, querendo o repórter ser simpático com desordeiros. A população não aguenta mais esse domínio de minorias que querem apodrecer a sociedade.
Simples assim!
E quem é a favor de desestabilizar a BM e a Policia Civil que vá acolher a bandidagem e marginais na sua casa.

Marchezan e Wambert dançam "despacito" na Lomba do Pinheiro

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