domingo, 16 de abril de 2017

Um sindicato do crime... Chamado PT

-  As principais lideranças petistas ou estão presas ou sob investigação. Entre os 98 citados na lista de Edson Fachin, nomes ligados ao ex-presidente Lula ganham destaque e comprovam que o PT se transformou em uma escola de corrupção.
O Partido dos Trabalhadores está no epicentro da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de inquérito contra 98 políticos citados nas delações da Odebrecht. Ao PT cabe o papel de protagonista do esquema de corrupção envolvendo contratos da empreiteira com o governo. Com a divulgação da lista, a legenda perde, de uma vez por todas, a chance de reconstruir sua imagem diante de um Brasil destroçado sistematicamente nos últimos 13 anos, período em que os petistas desfrutaram das benesses do poder e dilapidaram o patrimônio público em três mandatos completos e um interrompido.
A lista de Fachin vem para comprovar o que já era sabido: os líderes do PT arquitetaram o mais amplo e devastador projeto de corrupção que se conhece, uma roubalheira que levou o País a mergulhar numa crise econômica sem precedentes. “O lulopetismo representa a maior tragédia da história do Brasil”, diz o historiador e escritor Marco Antonio Villa. “O PT será lembrado para sempre pelo legado que deixa, de autor do projeto criminoso de poder que destruiu a estrutura do Estado brasileiro e da ética republicana”.

PROMISCUIDADE
Além dos ex-presidentes e chefes da quadrilha Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, petistas como o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, já preso pelo processo do mensalão, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os senadores Lindbergh Farias e Humberto Costa,a senadora Gleisi Hoffmann, pré-candidata à presidência do PT, e os deputados Vincentinho, Marco Maia, Maria do Rosário e Arlindo Chinaglia são alguns dos mencionados (leia quadro). Todos são acusados de ter participado de esquemas de corrupção, caixa dois, compra de votos, troca de favores e outras ações ilícitas. “O PT amplificou um sistema de promiscuidade com empresariado e isso tudo terminou contaminando o conjunto das obras partidárias que fez”, diz o cientista político José Lavareda. “Ou seja, o Brasil terá como lembrança do período petista os fatos revelados para a sociedade pela operação Lava Jato”.

Junto com o projeto de poder do PT que faliu o Brasil ao lotear cargos públicos, saquear estatais em bilhões de reais e instaurar uma profunda crise, faliu também o Partido dos Trabalhadores. Nas últimas eleições municipais, o resultado dos escândalos foi visto claramente nas urnas: passou de terceiro partido com mais cidades sob a sua gestão para o décimo, ao eleger apenas 256 prefeitos em todo o Brasil — em 2012, 630 prefeituras eram comandadas pelo PT, um encolhimento de 60%. “Muito provavelmente o PT não vai ter mais a influência que um dia teve no Brasil. O partido virou um cadáver difícil de ser administrado politicamente, um estorvo, uma herança que ninguém quer lembrar”, diz Vila. “Não dá mais para usar o Bolsa Família para ganhar votos, o PT virou o partido do petrolão”, completa.
“O que a lista do Fachin efetivamente demonstra é que temos um problema sistêmico no Brasil, no funcionamento da democracia brasileira”, diz o cientista político e professor do Departamento de Gestão Pública Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Cláudio Gonçalves Couto. “A corrupção se tornou democrática, uma vez que atinge a todos de maneira similar”.
Além da urgência de mudanças que retirem o Brasil dessa zona nebulosa, a saída de cena desses políticos corruptos pode proporcionar benefícios duradouros. “É muito bom tudo o que está acontecendo a partir da Lava Jato. Esses políticos fazem mal, desqualificam e desmoralizam a política e ao desmoralizar a política você desmoraliza a democracia”, diz o historiador Marco Antonio Vila. Se a lei 9096/95 de organização dos partidos políticos fosse respeitada, o PT já estaria extinto, uma vez que a prestação equivocada de contas junto à Justiça Eleitoral leva à perda do registro partidário.
Enquanto isso não ocorre, a capacidade da militância petista de convencer os eleitores será testado, mais uma vez, nas próximas eleições. Em 2016, as urnas confirmaram que o Partido dos Trabalhadores já vivia uma grave crise de renovação. De lá para cá, a situação só tem piorado. “Até porque parte significativa de seus líderes ou estão presos ou estão inelegíveis”, diz o cientista político Lavareda. Hoje, o PT está muito longe de representar a esperança que lavaria o País a um ciclo de prosperidade com justiça social. Hoje, o que ele simboliza é a cara da corrupção, exemplo máximo de como o objetivo de manutenção de poder e de riqueza pode ser inescrupuloso, mesquinho e criminoso.
Delação de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, sobre José Dirceu
“Pagamos porque não queríamos ter o Zé Dirceu como inimigo”
“Identificamos pagamentos de R$ 350 mil, a pedido do José Dirceu.
Também doamos R$ 250 mil, em 2010, e R$ 250 mil, em 2014.
Nós doamos, a pedido dele, para as duas campanhas a deputado federal do filho dele, o Zeca Dirceu, com caixa dois. Esse apoiamos sem conhecer. Não acredito que nenhum executivo ligado a mim tenha conhecido o filho dele.
Com o apoio, o que a gente buscava era não ter o Zé Dirceu como inimigo. Apoiar o filho dele era, basicamente, não tê-lo como inimigo.
Ele, mesmo fora do governo, ainda tinha muita influência na máquina. Tinha seus tentáculos na máquina. Ele tinha muita penetração nos Estados, em algumas prefeituras, na própria Presidencia...
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