domingo, 16 de abril de 2017

COVARDIA: Michel Temer "em vídeo" "acusa" Eduardo Cunha de ser o "artífice" do impeachment de Dilma



Entrevistado pelos jornalistas Fábio Pannuzio, Sérgio Amaral e Eduardo Oinegue do Grupo Bandeirantes, e entrevista que foi ao ar na noite de sábado, dia 15, Temer disse que o único responsável pelo impeachmente de Dilma Rousseff foi Eduardo Cunha,  o ex-presidente da Câmara dos Deputados. 


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O site 247, publicamente alinado ao"petismo, publica:
"Michel Temer admitiu, ao vivo e em rede nacional, em entrevista na Band, que Dilma Rousseff foi derrubada porque o PT não salvou o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), no Conselho de Ética da Casa; com tranquilidade, Temer narrou o episódio de chantagem política como se fosse algo absolutamente banal e cuja culpa fosse exclusivamente de Dilma e do PT, por não terem se submetido à chantagem de seu aliado, hoje condenado a mais de 15 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro; depois de contar sobre o fracasso do arranjo devido à recusa dos petistas, Temer comentou: "Que coisa curiosa! se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse"; na prática, Temer confessou que houve desvio de finalidade no golpe parlamentar de 2016 e que o impeachment nada teve a ver com as tais pedaladas fiscais."

O site Uol publicou: "O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou neste sábado (15) que achou "desagradável" e "muito constrangedor" ter sido citado por um ex-executivo da Odebrecht nas delações firmadas com a PGR (Procuradoria Geral da República) e das quais o sigilo foi levantado, esta semana, pelo relator dos processos da operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin."

Nota ZERO para os governos "amadores" petistas que "tentaram" copiar a política desenvolvimentista dos militares

Miriam leitão escreve no Globo deste domingo, 16... "Era uma política equivocada, que acabou levando o país à crise que estamos vivendo. Após a última semana ficou claro que era mais do que isso. A política dos governos do PT, de favorecer alguns grupos e empresas com redução de impostos ou concentração de empréstimos subsidiados, e a escolha por grandes hidrelétricas na Amazônia, com a redução dos custos e riscos das empreiteiras, eram mais do que equívocos.
Os governos petistas defendiam uma tese que reproduzia o pensamento econômico dos governos militares: os grandes grupos deveriam ter vantagens e apoio do Estado para se tornarem ainda maiores e liderarem o processo de consolidação do capitalismo e se tornarem grandes multinacionais brasileiras. Consolidação é como o mercado define o processo de concentração em que empresas compram suas concorrentes e se tornam ainda mais fortes. Se passar do ponto se cria um oligopólio ou até monopólio. O único papel do governo, nesse caso, é impedir as práticas anticoncorrenciais através de uma boa regulação de defesa da concorrência. A política adotada nos últimos anos fazia o inverso do que se esperava do Estado e induzia à formação de um ambiente monopolista em vários setores.
Parecia distorção ideológica. Era muito pior. O governo estava vendendo nacos do orçamento público, pedaços da arrecadação em troca de favores, apoio político, dinheiro para enriquecimento pessoal e recobrindo tudo com um discurso do que eles chamavam de “desenvolvimentismo”.
A opção da dona da política energética, então ministra Dilma Rousseff, depois presidente, foi pela construção de grandes hidrelétricas na Amazônia, como só ocorrera no governo militar. Havia vários problemas técnicos, energéticos, fiscais e ambientais nas hidrelétricas. As do Rio Madeira foram projetadas pela Odebrecht. Ela investiu R$ 50 milhões nos estudos de viabilidade, mas esperava recuperar esse investimento ganhando a concorrência de Santo Antônio e Jirau. Venceu a de Santo Antônio.
Os defeitos dos projetos foram levantados por especialistas de diversas áreas e foram refutados pelo governo. Um dos problemas era que as águas do Rio Madeira têm muito sedimento e isso reduz o tempo útil das usinas, até porque foram usadas em Santo Antônio as turbinas bulbo que só haviam sido testadas anteriormente no Rio Danúbio em projetos de pequeno porte. Não havia suficiente cautela ambiental, trabalhista e sanitária. Não havia sido projetado o canal de reprodução dos peixes. O custo seria maior do que estava sendo dito.

O governo ignorou todas as críticas. Lula ridicularizou a preocupação ambiental dizendo que por um “bagre” tentava-se impedir a construção de uma hidrelétrica. Para reduzir os custos das empreiteiras, o governo deu empréstimos baratos. O setor estatal da energia, através da Eletrobras, Chesf, Furnas, além dos fundos de pensão foram forçados a entrar na sociedade. Em Jirau, explodiram revoltas nos canteiros de obras, e tudo foi reprimido com o uso da Força Nacional. Ou seja, efetivos militares e recursos públicos eram mobilizados para resolver problemas trabalhistas de empreendimentos privados.
A usina de Belo Monte foi tão pior que, depois de um certo tempo, pouco se falou nas do Rio Madeira. Belo Monte atingiu o meio ambiente em grande escala e agrediu direitos indígenas. Hoje se sabe que cada uma, além da energia a qualquer custo, gerou também propinas de alta voltagem para os políticos. Havia alternativas mais baratas, mais limpas, mais modernas. Mas o governo optou pelas grandes barragens, achando que ao revolver a terra tudo seria escondido.
A Odebrecht não foi a única beneficiada pelas políticas muito mais do que equivocadas dos governos petistas. O “desenvolvimentismo” desenvolveu apenas os bolsos dos grandes empresários e dos políticos da base do governo. O país ficou com rombos no Orçamento pelos abatimentos em impostos, empréstimos subsidiados e obras mal projetadas. A política econômica que era vendida no Ministério da Fazenda, através de bilhetinhos com o preço, afundou o país na recessão, desordem fiscal, desemprego e ameaçou trazer a hiperinflação de volta. Pareciam escolhas ditadas pela distorção ideológica. E eram muito mais do que equívocos.
(Com Alvaro Gribel, de São Paulo)

O destino de Lula

Escreve Merval Pereira no Globo deste domingo,16...
Com a proximidade do dia 3 de maio, quando ocorrerá o interrogatório do ex-presidente Lula pelo Juiz Sérgio Moro em Curitiba, no processo em que é acusado de recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e do armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016, ganha relevância a discussão sobre se Lula terá condições de concorrer às eleições presidenciais de 2018.

Ainda mais depois da repercussão dos vídeos com as delações dos executivos da Odebrecht, que revelaram com toda crueza a promiscuidade corrupta entre o ex-presidente e a empreiteira.

Para começo de conversa, há juristas que garantem que, sendo réu, Lula já está impedido de se candidatar. Ele já é reu em 5 processos, três em Brasília e dois em Curitiba. É o caso do ex-ministro do TST Galba Veloso, ex-Consultor da República e da União: “Lula não pode disputar a titularidade de um cargo que não pode exercer sequer como interino, como decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto a Renan Calheiros quando Presidente do Senado”.

Para outros, Lula pode ser candidato mas, se vencer, não poderá assumir a presidência da República justamente por ser réu. Essa interpretação é potencialmente geradora de uma grave crise política e, se prevalecer, colocará o Supremo diante de um impasse institucional inimaginável. Imaginem o STF tendo que decidir se o presidente eleito, ainda mais um líder popular como Lula, poderá assumir.

Mas, antes disso, Lula terá que ser absolvido nos processos em que já é réu, além de superar outros inquéritos que foram abertos em decorrência das delações da Odebrecht, a pedido do Ministério Público ao relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Fachin. Os dois processos que estão mais maduros estão em Curitiba, com o Juiz Sérgio Moro, e em Brasília, com o Juiz Vallisney de Oliveira.

No processo de Brasília, Lula já foi ouvido em março, e ele está nos procedimentos finais. A sentença pode sair a qualquer momento. Lula e o ex-senador Delcídio do Amaral são acusados de obstruir a Justiça comprando o silêncio do delator Nestor Cerveró, ex-dirigente da Petrobras.

Para impedir que ele delatasse integrantes do governo, a família de Cerveró teria recebido R$ 250 mil, a pedido de Lula. O ex-presidente pode ser enquadrado nos artigos 357 e 359 do Código Penal, sobre exploração de prestígio, quando alguém solicita ou oferece dinheiro com o objetivo de inibir o cumprimento de uma ordem judicial ou de uma diligência policial. Ou, ainda, influir sobre testemunha.

A pena é de multa e reclusão de um a cinco anos. A “obstrução da justiça” propriamente dita não é tipificada no Código Penal brasileiro. A Lei 12.850, de agosto de 2013 que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal e os meios de obtenção da prova prevê que: “nas mesmas penas incorrem quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa” (art. 2º, $ 1º da Lei nº 12.850/2013). A pena prevista é de reclusão, de 3 a 8 anos, e multa.

Já no processo que corre na Vara do Juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula é denunciado pelo Ministério Público Federal de ter se beneficiado com o tríplex do Guarujá e o armazenamento de bens pago à transportadora Granero. Ele pode ser enquadrado no artigo 1 da Lei 12.683/12: “Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal”. A pena prevista é de reclusão de 3 a 10 anos.

Nos dois casos, se for condenado, o ex-presidente poderá recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, ou ao TRF 1, em Brasília. No caso do TRF4, o índice de confirmação das sentenças do Juiz Moro tem sido em torno de 95%. Caso a condenação seja confirmada, além de ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, Lula irá para a cadeia. Mas existe a possibilidade de o ex-presidente se tornar inelegível e não ir preso.

Seria o caso de ser condenado a menos de 4 anos de reclusão, se os crimes forem considerados de menor poder ofensivo. Nesses casos, ele poderá continuar recorrendo em liberdade, mas sem poder se candidatar. Poderá testar sua popularidade apoiando outro candidato.
http://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/o-destino-de-lula.html


Merval Pereira é membro do Conselho Editorial do Grupo Globo. Faz parte do Board of Visitors da John S. Knight Fellowship, na Universidade Stanford. Recebeu os prêmios Esso de Jornalismo e Maria Moors Cabot. É da Academia Brasileira de Letras


FORMAÇÃO DE QUADRILHA: "Articulação" de Temer com Lula e FHC para "abafar a Lava-Jato

Elio de Gaspari escreve na Folha: "A repórter Marina Dias revelou que se articula uma ação conjunta do presidente Michel Temer com seus antecessores Lula e Fernando Henrique Cardoso em busca de um pacto político. Desde fevereiro, quando Temer visitou Lula no hospital Sírio-Libanês depois da internação de sua mulher, Marisa, o presidente faz circular a notícia de um encontro com todos os seus antecessores.

O ex-ministro Nelson Jobim tem costurado conversas com Temer e Fernando Henrique e deverá falar com Lula nos próximos dias. Essa e outras articulações foram cruamente classificadas pelo professor Joaquim Falcão: "Não se busca mais uma sentença absolvitória. Busca-se um acordão político transpartidário. Em nome não mais da inocência dos réus, mas da estabilidade econômica e da governabilidade."

Jobim foi ministro da Justiça e da Defesa, presidiu o Supremo Tribunal Federal e tornou-se conselheiro do banco BTG Pactual, cujo presidente viveu alguns meses em regime carcerário comum e domiciliar.

Já está em andamento a negociação de um acordo do andar de cima para refrescar a vida da turma do caixa dois. Falta combinar com o andar de baixo, que paga os salários dos parlamentares e as faturas das empreiteiras.

Essa movimentação é de inédita infelicidade. Ela é uma vacina contra alguns dos efeitos da Lava Jato. Em tese, une três pais da pátria. Na prática, juntam-se Temer (acusado de ter negociado capilés da Odebrecht), Lula (réu em cinco ações penais) e Fernando Henrique Cardoso (cujas campanhas presidenciais foram irrigadas pela empreiteira, segundo a narrativa do patriarca Emilio Odebrecht). Acusação não significa culpa, mas salta aos olhos que até hoje foram poucos os políticos que confessaram seus crimes. Essa turma espera um pacto, mas na trinca falta alguém que não tenha nada, mas nada mesmo, a ver com a Lava Jato.

A literatura do crime organizado é cruel com iniciativas desse tipo. Quando os negócios caem ou quando a polícia aperta o cerco, os notáveis se reúnem e buscam uma linha comum de atuação. Michel não é Michael, Luiz Inácio não é Luigi e Fernando Henrique não é Enrico. Uma reunião desse tipo pode acabar em formação de quadrilha.

Cada um deles ou os três juntos poderiam se reunir para discutir uma maneira mais rápida para mandar larápios para a cadeia. Ajudariam a Lava Jato, o futuro do país e suas próprias biografias."



Nascido na Itália, veio ainda criança para o Brasil, onde fez sua carreira jornalística. Recebeu o prêmio de melhor ensaio da ABL em 2003 por 'As Ilusões Armadas'. Escreve às quartas-feiras e domingos.

Lula é um "cachaceiro" diz Emílio Odebrecht


"Lula gosta da vida boa, de uma cachacinha e tal..." Emílio Odebrecht falando ao Procuradores da Lava -Jato, no exato dia em que o Procurador da República Sérgio Bruno Cabral Fernandes"ensinou" ao chefe do "clã" Odebrecht que "comprar políticos" não é ajuda e sim corrupção.

Escreve Andria Sadi no G1...
Entre as dezenas de horas de depoimentos de delação premiada dos executivos e ex-executivos da Odebrecht, os vídeos de Emílio Odebrecht, presidente do Conselho daquela que já foi a maior empreiteira do país, vêm chamando a atenção pela riqueza de detalhes com que descrevem episódios antigos, que ajudam a desenhar a história política recente do Brasil.

A  editora da GloboNews Camila Tonin relata que, em um desses depoimentos, Emílio Odebrecht descreve como conheceu o ex-presidente Lula. Ele narra fatos que remontam ao fim da década de 80, quando conheceu Lula por intermédio do então senador Mário Covas.

Emílio explica que foi apresentado ao ex-presidente na própria casa de Mário Covas, num sábado à tarde. Ele lembra que a conversa chegou a durar nove horas, se estendendo do almoço até o jantar. Na época, foi apresentado a Lula por conta de problemas com greves que vinha enfrentando no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. A ideia era que Lula, na época, sindicalista, ajudasse com as negociações.

Já mais próximo de Lula, Emílio Odebrecht descreveu o ex-presidente como uma das pessoas "mais intuitivas" que já encontrou na vida. Alguém que pegava as coisas "rápido", um "animal político". O pai de Marcelo Odebrecht contou aos investigadores que discutia com Lula os rumos do país e que sempre cobrou do ex-presidente uma posição clara sobre a pressão do PT sobre uma possível estatização da Petrobras. No depoimento, Emílio lembrou que Lula foi enfático na resposta: "você me conhece, não sou de estatizar".

Logo em seguida, Emilio  falou de uma conversa que teve com o general Golbery do Couto e Silva, um dos ideólogos da teoria de Segurança Nacional da Ditadura. Na ocasião, Golbery fez uma descrição do ex-presidente Lula que marcou Emílio Odebrecht: "Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant".

Aos procuradores, Odebrecht disse que concordava. "Lula gosta da vida boa, de uma cachacinha e tal. (...) A coisa que ele mais quer ver é a população carente sem prejuízo. (...) Não é tirar de um pra dar pro outro, não˜, finalizou.
http://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/emilio-odebrecht-sobre-lula-animal-politico-e-cachacinha.html

Absurdo e inacreditável: Só Lula salva a "classe política corrupta" diz Folha de São Paulo


O Jornal Folha de São Paulo que tem se notabilizado por sua "atuação" em favor de Lula, do PT e dos "iniciados" presos em Curitiba, "brinda" os brasileiros com a ideia de que Lula é a "última esperança da democracia e dos políticos tradicionais, esse que estão "envolvidos até o pescoço" na Lava-Jato.

Na coluna Painel, assinada pela jornalista diplomada Daniela Lima que  tem 31 anos e já atuou como repórter de “Poder”,  de 2010 a 2017, a Folha  traduz o "engajamento" do jornalismo de esquerda no projeto "bolivariano" do Foro de São Paulo. Demonstra o "nojo e o desprezo" para com a inteligência dos brasileiros e com o compromisso "jurado" de um jornalismo ético e independente.

Diz a Folha no "Painel"..

A delação da Odebrecht fez irradiar para além da esquerda a tese de que a candidatura do ex-presidente Lula em 2018 é vital para evitar o extermínio da política. Com o lodaçal lançado sobre diversas siglas, há um trabalho para atrair desde já legendas de centro para a órbita do petista — a começar por caciques do PMDB, que teriam “senso de sobrevivência”. Tudo sob a premissa de que só Lula teria a couraça grossa o suficiente para travar uma batalha campal contra a Lava Jato.

A articulação está fora da alçada do PT. Para o governador Flávio Dino (PC do B-MA), a “dinâmica que se desenha é de embate entre o ‘Partido da Lava Jato’ e o Lulismo”. “Há até uma data de lançamento desse confronto: 3 de maio, em Curitiba”, diz. Este é o dia em que Lula irá depor a Sérgio Moro.

Aliados do petista querem marcar presença no dia do encontro entre Lula e Moro. Só do Paraná, são esperados 15 mil militantes. Há ainda caravana organizada pela Frente Brasil Popular, que contabiliza quatro ônibus saindo de Brasília e dez do Acre.

O PT, porém, espera clima de tensão. Dirigentes da sigla acreditam que, assim como haverá claque pró-Lula, muita gente vai se mobilizar para hostilizar o petista e defender a Lava Jato.

 Muitos fatores podem alterar a rota pró-Lula. Espera-se que ele sofra uma condenação até junho. Depois disso, haverá gritaria para evitar veredito colegiado, que o tornaria inelegível.

Lulistas também torcem para que Michel Temer banque a ideia de nomear alguém “menos bélico” para a vaga do procurador-geral Rodrigo Janot, em setembro.

Há o diagnóstico de que o PSDB foi atingido em cheio não só pela gravidade das acusações que a Odebrecht fez sobre seus líderes, mas porque elas fulminam o discurso que a sigla usa contra o PT desde 2005, de combate à corrupção.

http://painel.blogfolha.uol.com.br/2017/04/16/efeito-domino-de-delacao-da-odebrecht-da-forca-a-tese-de-que-lula-deve-ser-o-candidato-da-politica/

sábado, 15 de abril de 2017

URGENTE: Band cancela novela para exibir entrevista com Michel Temer, neste sábado, 15, as oito e meia


A Band resolveu cancelar a exibição da novela “Ezel” nesse sábado, 15 de abril. A informação foi confirmada pela própria emissora, que garante que a atração voltará a ser exibida a partir da segunda-feira, 17.

“Hoje, excepcionalmente, não exibiremos #Ezel para dar lugar a entrevista com o presidente da república. Voltamos segunda-feira”, informou o perfil da trama em rede social.
Informação postada no Portal IG

Juiz é assassinado em Porto Alegre

O juiz do trabalho Cláudio Roberto Ost, lotado no Foro do Trabalho da cidade gaúcha de Santa Rosa foi morto a tiros na manhã deste sábado (15) no bairro Aberta dos Morros, na zona sul de Porto Alegre. A vítima estava buscando a namorada em casa, na rua Zenobia Lucia de Deus, acompanhado pelo filho, de 9 anos.

A Brigada Militar confirma que não houve assalto, já que nada foi levado da residência, e a Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime passional.

Segundo as primeiras informações, um adolescente – que era ex-companheiro da namorada do juiz e não aceitava o fim do relacionamento – chegou ao local e tentou agredir Ost. Ao tentar fugir de carro com o filho, o juiz foi atingido por quatro disparos, a maioria no peito.

A "máquina de moer carne" do STJ vai "fazer guizado" dos 12 governadores da Lista da Odebrech

O relator da Lava-Jato no STJ, ministro Luiz Felipe Salomão, em viagem para o exterior, no seu retorno,  quando se debruçar sobre os pedidos de abertura de inquéritos contra 12 governadores estará abrindo o maior processo da história do Superior Tribunal de Justiça. Não há clima político para "aliviar e engavetar" um escândalo das dimensões da Lava-Jato... 

Estão citados como "recebedores" de dinheiro sujo da Odebrecht: 
Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro; Geraldo Alckmin, de São Paulo; Paulo Hartung, do Espírito Santo; Fernando Pimentel, de Minas Gerais; Beto Richa, do Paraná; Flávio Dino, do Maranhão; Marconi Perillo, de Goiás; Raimundo Colombo, de Santa Catarina; e Marcelo Miranda, do Tocantins, Renan Calheiros Filho, de Alagoas; Tião Viana, do Acre; e Robinson Faria, do Rio Grande do Norte


Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral também foram alvo de petições enviadas a instâncias inferiores, por serem citados pelos ex-executivos da Odebrecht. José Roberto Arruda, que governou o Distrito Federal, está na mesma situação.
Informações do Globo

Não tem "anjo" na Lava-Jato: Até a filha de Bob Jeferson recebeu "grana" da Odebrecht

Guilherme Amado relata na coluna de Lauro jardim em O Globo que a filha de Roberto Jefferson suspeitou estar sendo filmada ao pegar R$ 200 mil em espécie.O delator Leandro Azevedo contou que, a pedido do deputado federal Pedro Paulo, o departamento de propina deu R$ 200 mil em espécie para Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, na campanha de vereadora no Rio de Janeiro em 2012.

Cristiane buscou ela própria o dinheiro no escritório da Odebrecht. Na ocasião, suspeitou estar sendo filmada por uma câmera da empresa usada para fazer videoconferência e perguntou para Azevedo se o equipamento funcionava.

Desfeito o mal-entendido, conversou com Azevedo até chegar o doleiro com os R$ 200 mil. Cristiane abriu a mochila, pegou o pacote com o dinheiro e saiu numa boa.

4 ministros do Tribunal de Contas da União "sob suspeita" na corrupção da Lava-Jato

Não bastassem a frequente presença nos noticiários  dos Ministro Augusto Nardes   e Raimundo Carreiro,    o Tribunal de Contas da União "presenteia" o Brasil com mais 02 de seus juízes "enlambuzados" na Lava-Jato: Aroldo Cedraz e Vital do Rego!

Os depoimentos de executivos da Odebrecht à PGR (Procuradoria-Geral da República) abriram uma nova fase da Operação Lava Jato sobre a possível compra de decisões do TCU (Tribunal de Contas da União). Também criaram impasse entre os ministros do tribunal responsável por fiscalizar obras feitas com dinheiro público.

As informações são de reportagem de Julio Wiziack e Letícia Casado na Folha de S.Paulo. 

"O delator Henrique Pessoa afirmou que, para resolver pendências no processo de licitação da usina de Angra 3, o consórcio do qual a Odebrecht fazia parte pagou R$ 1 milhão ao advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, presidente do TCU entre 2015 e 2016.

Pessoa disse que o pedido foi feito no momento em que o TCU analisava questões de preço previstas no edital de construção da usina e havia risco de correções dos valores, algo que prejudicaria as empreiteiras envolvidas —Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Segundo o delator, o advogado Tiago Cedraz foi contratado por R$ 1 milhão para "resolver o problema". O caso estava parado no TCU. "Tiago Cedraz não produziu nada. Simplesmente tivemos a grata satisfação de ter o problema resolvido", disse Henrique Pessoa.

O dono da UTC, Ricardo Pessoa, já tinha afirmado em sua delação que a quantia paga a Tiago deveria chegar ao ministro Raimundo Carreiro, relator do processo de Angra 3 e que hoje preside o TCU.

As revelações de Ricardo Pessoa levaram à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar a suposta participação de Carreiro no esquema de corrupção da usina. Agora, as declarações da Odebrecht serão juntadas a esse inquérito.

Segundo Henrique Pessoa, da Odebrecht, meses após a "solução do problema" de Angra 3 na corte de contas, o consórcio recebeu um pedido de Carreiro: que uma das empreiteiras contratasse Fernanda Carreiro Roxo, sobrinha do ministro. "Ninguém soube onde colocar [Fernanda]", disse Pessoa. "Acabou indo para a Odebrecht porque tínhamos uma obra perto da casa dela."

Fernanda Roxo exerceu atividade administrativa. Foi contratada em abril de 2013 e dispensada em 2015. "Ela sabia por que tinha sido contratada. Dizia que era sobrinha do Carreiro."

Outro ministro do TCU, Vital do Rêgo, está sendo investigado, mas por questões da época em que era senador pelo PMDB da Paraíba. Fernando Reis, presidente da Odebrecht Ambiental, disse ter pago, em 2014, R$ 350 mil ao hoje ministro da corte."

Vergonha ao cubo: Fernando Henrique e Luís Inácio darão o "abraço dos afogados".

O jornalista Josias de Souza escreve: Há dois meses, quando a colaboração da Odebrecht ainda era uma bomba no arsenal da força-tarefa da Lava Jato, esperando pelo momento de explodir, Lula telefonou para Fernando Henrique Cardoso. O petista sugeriu que os dois se encontrassem para debater a crise. O tucano não refugou a ideia. Mas condicionou a conversa à definição prévia dos temas que seriam debatidos. Interlocutores da dupla ainda tentam promover a reunião. Entretanto, os estilhaços da delação coletiva dos corruptores da maior empreiteira do país dificultam a iniciativa.

FHC contou a amigos que Lula mencionou o desejo de conversar pessoalmente. Chegou a sugerir que o encontro ocorresse na casa de José Gregori. Lula insinuara que queria conversar. Horas depois, manifestaria o mesmo desejo a Michel Temer. 

Um dos defensores da aproximação é Nelson Jobim. Ex-ministro de FHC e de Lula, Jobim argumenta que crises políticas como a que foi produzida pela Lava Jato só se resolvem pela política.

Com a corda no pescoço, Lula endossa integralmente a tese. FHC não se opõe, mas afirmou em privado que, sem uma agenda o diálogo poderia ser confundido com um ''abraço de afogados''. Disse isso antes mesmo da divulgação dos depoimentos tóxicos. Num deles, Emílio Odebrecht, dono da construtora pilhada no petrolão, disse ter feito doações para campanhas eleitorais de FHC no caixa dois.

Temer perdeu todas as condições de governar o Brasil: R$ 10 milhões em dinheiro da Odebrecht no Jaburú!

"Naquele data de maio de 2014, ocorreu jantar em que Temer e Padilha teriam discutido com Marcelo Odebrecht doação ao PMDB em 2014 –o valor entregue teria sido de R$ 10 milhões, em espécie"

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal já têm a primeira etapa de investigação traçada para tentar comprovar os relatos de delatores da Odebrecht de que houve pagamentos de caixa dois e propina em dinheiro vivo a políticos.

Os investigadores querem mapear onde, quando e como ocorreram as entregas de dinheiro em espécie informadas pelos executivos. Um dos maiores desafios agora será comprovar os pagamentos realizados em moeda.

A PF vai solicitar, por exemplo, o registro de controle de entrada no dia 28 de maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, onde vive o hoje presidente Michel Temer.

O pedido faz parte de diligências autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, na investigação sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), acusados de receber propina.

A polícia, a pedido da Procuradoria-Geral da República, vai atrás de informações sobre possíveis encontros do ex-executivo da Odebrecht Henrique Valladares com Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia, outro apontado como destinatário de propina em dinheiro vivo. A PF vai pedir registros dos acessos ao ministério e ao Senado.

Também receberam recursos desta maneira, por meio de intermediários, segundo os delatores, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), entre outros.

Ao menos 166 citados nos depoimentos serão intimados a depor a partir da próxima semana. A lista inclui políticos alvo de inquéritos, autoridades não investigadas, além de empresários, operadores, entre outros que vão falar como testemunhas.

O advogado José Yunes, ex-assessor de Temer e personagem do episódio dos R$ 10 milhões da Odebrecht ao PMDB, será chamado a depor.

Levantamento da Folha aponta que a PF terá de cumprir mais de 240 medidas neste primeiro momento, excluindo as que se referem a dados telefônicos, fiscais e bancários, mantidos sob sigilo.

A polícia tem reforçado seu efetivo em Brasília, sobretudo em razão da possibilidade de novas operações decorrentes desses inquéritos.

A polícia vai rastrear ações parlamentares em tramitações de medidas provisórias que interessavam à empreiteira –nas delações, os executivos apontam esquema de contrapartidas em troca da aprovação de projetos de interesse do grupo. 

Os investigadores querem ainda obter informações sobre voos, hospedagens e registros de entradas e saídas em órgãos públicos, como Congresso, Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Aviação Civil.

Outra medida autorizada por Fachin trata da obtenção de registros de presença do ex-diretor da Odebrecht Sérgio Neves, hoje delator, e de outros funcionários da empreiteira na concessionária Minas Máquinas, em Belo Horizonte, ligada a Oswaldo Borges. Ele é apontado como operador financeiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em obras da Cidade Administrativa, que abriga a sede do governo mineiro.

Na lista de políticos investigados no Supremo, há 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados.

Do total de pessoas que serão intimadas pela PF, cerca de 100 são políticos.

Ex-funcionários da Odebrecht também serão chamados para novos depoimentos em que detalharão os casos delatados por eles. O patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, e seu filho Marcelo estão na lista.

Conteúdo Folha/Uol, assinado pelas jornalistas CAMILA MATTOSO e BELA MEGALE.