quarta-feira, 16 de agosto de 2017

EXPLOSIVO: Odebrecht pode ter enganado a justiça brasileira... Advogado sugere falsificação de provas e documentos

O advogado Rodrigo Tacla Durán, que atuou por anos para a Odebrecht, acusa a empreiteira baiana de ter apresentado à Lava Jato extratos falsificados de um banco que ela comprou em Antígua, no Caribe, como provas de repasses de propinas. A acusação integra peça que ele enviou a Cingapura, para esclarecer operações financeiras que travou com a empresa naquele país. O MPF pediu a prisão de Durán, mas a Espanha, onde ele está em liberdade provisória, não quis extraditá-lo.

Durán fez uma série de apontamentos nos extratos do Meinl Bank em Antígua, filial do banco austríaco comprada pela Odebrecht no Caribe. Ele afirma, por exemplo, que os documentos não poderiam ter sido emitidos nas datas em que a empresa alega porque as contas estavam bloqueadas.

O  advogado diz ainda que a Odebrecht manipulou manualmente trechos dos extratos e aponta divergências na redação de operações como indício de que os registros não foram gerados automaticamente pelo sistema do banco.

As peças atacadas pelo advogado estão no Supremo e são citadas em ao menos dois inquéritos abertos a partir da delação premiada firmada pela empreiteira.

Durán é acusado pela Lava Jato de ter lavado mais de R$ 50 milhões para a Odebrecht. Ele nega. Em recente entrevista ao “El País”, disse que atuou como advogado da empreiteira e a acusou de ter omitido informações à Justiça.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara aprovou nesta quarta (9) requerimento em que convida Tacla Durán a falar ao colegiado o que sabe a respeito da empreiteira.

Procurada, a Odebrecht afirmou que “está colaborando com as autoridades no esclarecimento de todos os fatos por ela revelados. E reafirma o seu compromisso com a verdade e com o combate à corrupção”.

 “Os dados entregues na colaboração foram identificados com apoio de empresas especializadas e serviram de base para acordos já homologados pelas autoridades de diversos países, incluindo o STF e a Justiça Federal do Paraná”, ressaltou a empresa no texto.
Conteúdo do Painel da Folha de São Paulo 

OVOCIONADO, João Doria é recebido sob protestos em Natal

Prefeito ira receber uma condecoração proposta pelo presidente afastado da Câmara Raniere Barbosa (PDT), que é acusado de desviar dinheiro público. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi recebido nesta quarta-feira sob protestos em Natal. Um grupo de manifestantes entrou no Shopping Midway Mall, na Zona Leste capital do Rio Grande do Norte, onde está sediado o Teatro Riachuelo, segurando cartazes e gritando palavras de ordem contra o prefeito paulistano.

Também é alvo dos manifestantes o empresário Flávio Rocha, amigo pessoal de Doria e executivo do Grupo Guararapes, dono do shopping e do teatro onde ocorre a cerimônia de entrega de título de cidadão natalense ao prefeito de São Paulo. Rocha receberá a Medalha Frei Miguelinho, maior honraria concedida pela Câmara Municipal do Natal.

O título a ser recebido por Doria foi proposto pelo presidente afastado da Câmara Municipal, vereador Raniere Barbosa (PDT). O parlamentar é acusado de desviar cerca de 22 milhões de reais da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) por meio de superfaturamento de contratos.
Foto de  Ricardo Araújo/Estadão Conteúdo)

Acidente ou atentado Político? Morre ex-senador boliviano asilado no Brasil


Aliados do ex-senador suspeitam que o avião que ele pilotava sofreu sabotagem dos serviços secretos da Bolívia e de Cuba, conhecidos pelos métodos, pela truculência e pela violência. Ex-advogado de Molina, Fernando Tibúrcio recomendou enfaticamente que as autoridades brasileiras investigam essa hipótese de sabotagem. (Diário do Poder)

Morreu nesta quarta-feira o ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, aos 58 anos. Asilado no Brasil desde agosto de 2013, Molina havia sofrido um acidente em Luiziânia (GO), no sábado, com o avião de pequeno porte que pilotava. Ele estava internado em estado grave no Hospital de Base do Distrito Federal, que confirmou a morte. A Aeronáutica investiga a queda da aeronave.

O ex-senador voava só e foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros. Ele deu entrada no hospital em estado grave, politraumatizado e com traumatismo crânio-encefálico. Segundo o Hospital de Base, Molina morreu às 4h43 desta quarta-feira, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e não responder às manobras de reanimação. O corpo foi encaminhado ao IML, por se tratar de acidente aéreo.

Molina vivia em Brasília após ter saído clandestinamente de seu país com a ajuda do diplomata Eduardo Saboia. Enquanto senador, fez oposição ao governo do presidente boliviano, Evo Morales. Em maio de 2012, o político pediu asilo na embaixada do Brasil em La Paz, alegando ser vítima de perseguição política.

Depois de quinze meses vivendo na representação brasileira para não ser preso, quando já se encontrava com o estado de saúde debilitado, o então encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Saboia, ajudou Molina a fugir de carro até a fronteira com o Brasil, em Corumbá (MS). De lá, seguiu de avião até Brasília.

O episódio abriu uma crise no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT), alinhado ao de Morales. O então chanceler, Antonio Patriota, perdeu o cargo por causa da fuga, e Saboia foi alvo de processo interno no Itamaraty. Atualmente, Patriota é embaixador em Roma. Já Saboia, promovido a embaixador, trabalha no gabinete do atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Na capital federal, o ex-senador boliviano obteve uma licença para atuar como piloto profissional. Segundo relatou a VEJA em fevereiro, essa é uma área em que já tinha atuado em seu país. Ele era sogro de Miguel Quiroga, o piloto do avião que caiu com o time da Chapecoense em novembro de 2016.
Conteúdo: Veja

A nova epidemia da aids

A disseminação da doença é alarmante em alguns continentes, como parte da África, Ásia, Europa, América Latina e Caribe...

A aids foi reconhecida entre homossexuais masculinos nos Estados Unidos, em 1981. Após três décadas, tornou-se a pior epidemia do século XX, matando mais de 35 milhões de pessoas. Estudos moleculares filogenéticos indicam que o HIV estava presente na África, em populações localizadas, desde o início de 1900.

O otimismo inicial que se seguiu após a descoberta do HIV, o desenvolvimento de testes diagnósticos, a profilaxia das infecções oportunísticas, a identificação da eficácia das drogas antivirais e a prevenção da transmissão materno-fetal têm-se contraposto à magnitude da pandemia mundial. A disseminação continuada em novas áreas e a consolidação em vários outros locais culminam em um cenário desalentador.

A disseminação da doença é alarmante em alguns continentes, especialmente na África Sub-Sahariana, no sudeste da Ásia e continua expressiva no leste da Europa, América Latina e Caribe.

No final de 2015, as estatísticas relatadas eram as seguintes:

 36,7 milhões de crianças e adultos vivendo com HIV/aids
2,1 milhões novos infectados em 2015
1,1 milhão de mortos em 2015
3,3 milhões de crianças vivendo com HIV/aids
Na América Latina estima-se que 2 milhões de pessoas estejam contaminadas, dessas, 3/4 estão no Brasil, Colômbia, México e Venezuela. Na Jamaica, avalia-se que 30% dos homens que fazem sexo com homens estejam infectados.

Transmissão

As principais formas de transmissão são a sexual, a parenteral, especialmente, em usuários de drogas ilícitas, e a perinatal. Em alguns lugares do mundo, a despeito do acesso ao diagnóstico e a medicamentos, cada vez mais efetivos, a população de homens que fazem sexo com homens é 19 vezes mais infectada, quando comparada a outros grupos de pacientes contaminados pelo HIV. Nos EUA, 68% dos novos casos encontram-se nessa condição.

Terapia antirretroviral

A introdução da terapia antirretroviral impactou na epidemiologia do HIV, não só no aumento e na melhor qualidade de vida, como na diminuição da transmissão, pela menor circulação do vírus, evitando novas contaminações. Até o final de 2015, o tratamento beneficiou mais de 17 milhões de pessoas em todo o mundo.

Desafios

Mas, os desafios ainda são inúmeros, alguns transformando-se em metas até 2020, segundo os órgãos mundiais de saúde. Os três principais são:

90% das pessoas vivendo com HIV conhecerão sua condição de soro-positivos
90% das pessoas diagnosticadas receberão terapêutica antirretroviral
90% das pessoas recebendo a terapêutica antirretroviral terão supressão viral
Na verdade, o que pesquisadores, profissionais da saúde e pacientes anseiam é a incorporação de uma vacina, a prevenção e a descoberta de novos medicamentos mais eficazes, com menos efeitos adversos, para todos.








Publicado na Revista Veja.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

URGENTE: Ex-MINISTRO Venezuelano denuncia que CUBANOS assumiram o controle completo da VENEZUELA

Publica o site Revista Sociedade Militar...
Alejandro Riera foi um dos 125 ministros que passaram pelo governo Hugo Chavez. Seu mandato durou apenas três meses por discordar de posições do então presidente venezuelano. Em texto enviado a sites de todo o mundo o economista especializado em agricultura denuncia que o país hoje estaria nas mãos dos cubanos. Essa informação já havia há alguns anos sido distribuída por militares venezuelanos na reserva, inclusive pelo general Angel Vivas, hoje preso.
Riera diz que a situação é inédita em todo o planeta, que nunca se soube de caso em que nação estrangeira tenha assumido o controle total e inclusive ditado o que o governante deve fazer. Recentemente um dos diretores da CIA – Mike Pompeo – disse em entrevista a FOX que “Os cubanos estão lá, os russos estão lá, os iranianos e Hezbollah estão lá. É algo pode levar à uma situação muito, muito ruim, de modo que os Estados Unidos precisam levar isso a sério”
Se as informações do chefe da CIA são realmente embasadas as autoridades brasileiras devem se preocupar muito. Se a suposta ocupação da VENEZUELA se completar – um país inteiro com o qual temos mais de 2 mil quilômetros de fronteira – com forças armadas regulares e reservas de petróleo gigantescas estará nas mãos de terroristas.
Veja o texto recebido pela Revista Sociedade Militar, em tradução livre: “Incomum … O que está acontecendo na Venezuela é algo nunca visto em qualquer país. A nação estrangeira assumiu o país: Cuba, controla tudo, o presidente Maduro, a economia, o serviço nacional de identificação, registros e cartórios e até mesmo os nossos militares. 
Este domínio é exercido com a aprovação de nossos países amigos, com as armas que a Venezuela adquiriu deles e com a ajuda de especialistas guerrilheiros estrangeiros que combateram em muitas partes do mundo.  Nossos países amigos esperam que nós venezuelanos resolvamos a situação por conta própria, mas estamos sem braços e sem especialistas militares em combate. 
Cuba tem pessoas treinados e com experiência internacional em combate muitas partes do mundo. Nós não podemos fazer nada contra essa ameaça que impiedosamente mata nossos meninos, que foram vítimas destes inimigos que não têm nenhuma consideração para com o nosso povo. Nem mesmo tinham em quando do início da revolução militar em Cuba no estádio de Havana, onde viu-se as execuções nos ‘paredones ”, sem consideração para com seu próprio povo. 
Esses assassinos poderão ter consideração com a gente? , NÃO, atirando à queima roupa e matam crianças indefesas de perto, sem levar em conta que estão protestando contra a fome e a miséria que hoje vivemos na Venezuela. 
OS Estados Unidos da América, na voz do seu presidente Donald Trump disse que pode começar a intervenção armada, mas nossos vizinhos estão protestando contra o uso da força armada pelo “império”. Mas não protestaram diante da invasão dos cubanos, iranianos e guerrilheiros que nos matam e assumiram a nossa riqueza. 
Confrontado com esta vergonha nacional que ameaça arrastar sobre nós e fazer outra Cuba, a Venezuela, liderada pelo regime de Castro, é bom lembrar a importância da Venezuela durante a Segunda Guerra Mundial: A Venezuela aumentou sua produção de petróleo para 1.200.000 milhões. E um milhão de barris por dia foram doados para os Aliados, o mesmo número que os Estados Unidos contribuíram para a guerra.  A alguns anos após o conflito ter terminado, figuras proeminentes do governo americano reconheceram que, sem o petróleo venezuelano não teriam vencido a guerra contra os nazistas e que nunca poderiam deixar de reconhecer e compensar Venezuela por sua valiosa ajuda. 
Estas palavras da boca Charles Hamilton presidente da corportation Golfo-Oil, nada menos do que o ministro do Interior Oscar Chapman em 1950 no governo do presidente Truman.
Venezuela hoje mais do que nunca precisa de ajuda urgente e dessa compensação que nunca existiu . 
Por favor, ajude Venezuela, suas reservas potenciais de petróleo poderão cair em mãos inimigas.
Alejandro Riera CI Z. 423 947 +58 0414 TELEFONES 3549611/305 6085213
Economista Agrícola, Primeiro-Ministro da Agricultura Hugo Rafael Chávez, para apenas 3 ½ meses, quando renuncia a reconhecer o regime comunista que nos ameaçaram.
Texto recebido por Revista Sociedade Militar em 14 de agosto de 2017

http://www.sociedademilitar.com.br/wp/2017/08/ex-ministro-venezuelano-denuncia-que-cubanos-assumiram-o-controle-completo-da-venezuela.html




segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Tensão entre militares e equipe econômica. Jungmann "cogita" FECHAR Unidades Militares

Ministro da Defesa "embreta" burocratas da Fazenda e afirma: 
"O nosso limite é setembro. Daí, evidentemente, vamos ter de fazer redução de efetivos, fechamento de unidades, etc. Mas acredito e espero que isso não vá acontecer porque há o compromisso da equipe econômica."

Em entrevista ao Estado, para a jornalista Tânia Monteiro, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que as Forças Armadas estão "no limite". Ele afirma que, "por enquanto", a capacidade operacional está mantida, mas concorda com os comandantes militares de que o próximo mês é o prazo máximo de recebimento de verbas para manter serviços básicos nas unidades. "O limite é setembro, e daí vamos ter de cuidar de reduzir efetivo, fechamento de unidades". Jungann disse que "espera", no entanto, que o orçamento seja recomposto pelo "compromisso" assumido pela área econômica.
As Forças Armadas estão sofrendo com restrições orçamentárias e já se fala em comprometimento de operacionalidade.

Até agora não tivemos comprometida a capacidade operacional. Mas, a partir de setembro, começaremos a ter problemas, porque as Forças estão no limite em termos orçamentários e financeiros e nos preocupa, particularmente, a interrupção ou a necessidade de renegociação dos contratos dos projetos estratégicos que acabaram de ser negociados.

Temer "inocente", não sabe nada sobre os militares brasileiros no Haiti


Completamente "ausente" e pouco a vontade, Michel Temer cumprimentou os novos oficiais generais das FFAA. Foi a mais curta cerimônia dos últimos anos no Palácio do Planalto. 
Apenas 10 minutos de puro constrangimento.

A "pérola" do evento foi o trecho do improvisado discurso quando Michel Temer provou toto seu "despreso" pelas FFAA...
"Em breve, nossas tropas deixarão o Haiti com sentimento de dever cumprido", disse o presidente, que depois ficou confuso e questionou se os militares brasileiros já haviam deixado o Haiti. "Deixarão? Já deixaram? Ah, deixam, no dia 31 de agosto."

Isso basta para que os brasileiros entedam quem é MICHEL TEMER, um dos pais do Foro de São Paulo.

Colapso nas Forças Armadas do Brasil: Corte de 44% dos recursos e preveem caos operacional


Queda de 7,8 bilhões de reais no orçamento afeta a vigilância da fronteira e diminui a capacidade de operação de unidades que apoiam a segurança pública

Em meio à discussão da mudança da meta fiscal e de corte de gastos, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os recursos discricionários caíram de 17,5 bilhões de reais para 9,7 bilhões de reais. Os valores não incluem os gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.

Segundo o comando das Forças, houve neste ano um contingenciamento de 40%. O recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.

Limites

Nas Forças Armadas, a falta de recursos afetou a vigilância da fronteira, os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha nos rios da região e na costa brasileira. Para conter os gastos, a Aeronáutica paralisou as atividades, reduziu efetivos e acabou com esquadrões permanentes nas bases dos Afonsos, no Rio, de Fortaleza, de Santos e de Florianópolis.

O corte se deu, em especial, nos projetos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O contingenciamento pode antecipar a dispensa de recrutas, assim como atrapalhar o treinamento de soldados para agir no Rio e impedir a realização de voos para interceptar aeronaves clandestinas.

As Forças também estão trocando o quadro efetivo por temporário e reduzindo a tropa. Segundo o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, os cortes “foram muito elevados, fora dos padrões”. Ele usou uma rede social no início do mês para se queixar.

Mar e Ar

Com 40% do orçamento contingenciado, a Aeronáutica cogita suspender expediente às sextas-feiras. Ela centralizou atividades em Anápolis e Natal para se adaptar. “A FAB já voou 200 mil horas por ano no passado. Este ano havia um planejamento para voarmos 122 mil horas”, disse o brigadeiro Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica. “As restrições orçamentárias de toda ordem devem reduzir esse montante de 110 mil horas em 2017.”

Com navios de 35 anos de idade média, a Marinha coleciona no mar e nas águas da Bacia Amazônica embarcações consideradas ultrapassadas para as suas funções. O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que é preciso pelo menos 800 milhões de reais a mais por ano para manter a esquadra. “Isso precisa ser acertado ou nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo”, afirmou.

O quadro orçamentário para 2018 preocupa o comandante. “Antevemos o risco para programas estratégicos e também para o funcionamento pleno das nossas atividades diárias, com reflexos em serviços que atingem diretamente a população, como aqueles relacionados à segurança da navegação.”

(Com Estadão Conteúdo)

A corrupção da bolivariana do PT


A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é fisgada pela PF por corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro, radicaliza o discurso e torna-se a voz mais vigorosa no partido em defesa do regime ditatorial de Nicolás Maduro. A matéria está publicada na revista Isto É e é assinada pelo jornalista Ilimar Franco

A senadora Gleisi Hoffmann não é apenas a representante legal do Partido dos Trabalhadores — enquanto presidente da legenda da estrela rubra. Gleisi é hoje o retrato mais bem acabado do fosso profundo em que se embrenhou a sigla. Como irmãos siameses, ambos podem ser facilmente confundidos. Cordeiro só na epiderme de porcelana, Gleisi é como o PT dos últimos tempos: posa de tolerante, mas nunca apresentou-se tão autoritária. Finge-se de democrata, mas não hesita em franquear apoio a ditaduras — como a instaurada por Nicolás Maduro, na Venezuela. Alega ser vítima de perseguição política, mas é quem melhor encarna o papel de algoz de parcela dos brasileiros. 
Arvora-se paladina da ética, mas é constantemente flagrada com as mãos sujas da corrupção. É a tal cegueira mental de que falava José Saramago: consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que for suscetível de servir aos seus interesses. Na última semana, a Polícia Federal concluiu um contundente relatório em que imputa a Gleisi os crimes de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. O relatório congrega laudos técnicos, registros de telefonemas, planilhas e trechos de delações de executivos da Odebrecht e de sócios de uma agência de publicidade da qual a petista se valeu para receber propina. A partir dos documentos é possível traçar o caminho do dinheiro até Gleisi Hoffmann. 
Uma das planilhas em poder da PF indica as datas de oito pagamentos de R$ 500 mil cada para a campanha de “Coxa” ao Senado em 2014. Segundo a delegada Graziela Machado “existem elementos suficiente a confirmar que o codinome Coxa se refere a Gleisi Helena Hoffmann”. O esquema envolveu também o Ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo — marido de Gleisi e que chegou a preso por desviar recursos de empréstimos concedidos a servidores públicos aposentados. O conjunto de desembolsos à petista perfaz um total de R$ 4 milhões, mas os colaboradores chegaram a mencionar repasses de R$ 5 milhões apenas no ano de 2014.
http://istoe.com.br/corrupcao-da-bolivariana-do-pt/


Planilha da Caixa liga políticos a empréstimos para empresas


Tabela foi apreendida no computador de um subordinado do peemedebista Geddel Vieira Lima e lista políticos do PMDB, PT e PSC como “padrinhos” de operações milionárias

Em julho de 2016, integrantes da Corregedoria da Caixa Econômica Federal em Brasília apreenderam o notebook de um funcionário da Vice-Presidência de Pessoa Jurídica. O notebook trazia registros datados de 2012. Entre 2011 e 2013, o vice-presidente de Pessoa Jurídica era Geddel Vieira Lima (PMDB), que recentemente ocupou um ministério no gabinete de Michel Temer. Os investigadores da Corregedoria localizaram nos arquivos uma planilha que ganhou a chancela “sigilosa”.

O documento tinha a lista das empresas que solicitavam empréstimos ao banco público, com os valores das operações e o status do negócio. Até aí, um registro prosaico de atividades. Não fosse por uma outra coluna, identificada como “contatos externos”. Nela, políticos de PMDB, PT e PSC estavam relacionados às operações, que deveriam ser eminentemente técnicas

Àquela altura, a Lava Jato ainda não desbaratara o esquema de achaque a empresas interessadas em recursos do banco. Os investigadores da Lava Jato suspeitam que o esquema fosse tocado por Geddel, pelo ex-deputado Eduardo Cunha e por seu operador Lúcio Funaro – os dois últimos, padrinhos de Fábio Cleto, que ocupava a Vice-Presidência de Loterias na Caixa no mesmo período. O documento despertou a atenção. Imediatamente, auditores do banco anotaram em um relatório sigiloso, obtido por ÉPOCA: “Conforme se denota do documento ora anexado, o empregado possuía em seus arquivos uma lista com as seguintes informações: Cliente/Contato Externo/Operação/Status. Na referida planilha, no campo contato externo figuram políticos influentes”. E qualificaram o risco: “Dos políticos citados na planilha, há um deputado preso por fraudes licitatórias, e outro formalmente indiciado por envolvimento na Operação Lava Jato”.
A matéria é assinada pelo jornalista Mateus Coutinho
http://epoca.globo.com/politica/noticia/2017/08/exclusivo-planilha-da-caixa-liga-politicos-emprestimos-para-empresas.html

Joesley FRIBOI na mira PF, MP do DF, CVM e até a mulher de Joesley ameaçam acordo da JBS

A toda hora surge um dado novo ameaçando as benesses mais do que camaradas do acordo de delação premiada entre a PGR e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F. A opinião pública ficou perplexa com a facilidade com que eles corromperam todo mundo, prepararam uma cilada para o presidente da República e se mandaram para os EUA, com passaportes, avião, lancha e luxo. Agora, é a própria Lava Jato que se insubordina contra isso.

O primeiro recado foi do plenário do Supremo, que abriu uma porta para a revisão do acordo dos Batista. Em seguida, a PF divulgou relatório atestando a inutilidade da delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney. Foi considerado a primeira de uma série de contestações aos acordos, inclusive dos irmãos da J&F. E foi mesmo.

Logo depois, veio à tona outro parecer da PF afirmando que três delatores-chave da Lava Jato apontaram “visões conflitantes” e “em nada auxiliaram” o inquérito contra o ex-ministro Antonio Palocci: o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e o operador de propinas Fernando Baiano. Foi mais um sinal de alerta para Joesley e Wesley Batista.

Agora, uma bomba, ou uma briga em família. A própria mulher de Joesley, jornalista Ticiana Villas Boas, desmente a versão do lobista da JBS Ricardo Saud de que, num jantar no apartamento do casal, houve acertos de propina para o deputado Fábio Faria (PSD-RN), casado com Patrícia Abravanel, do SBT. Em telefonema gravado, Ticiana diz a Patrícia que é “um absurdo” e se oferece para testemunhar a favor do casal.

Para piorar, o procurador Ivan Cláudio Marx, do DF, diz que Joesley falou só por falar de uma conta ilícita de US$ 150 milhões para os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, porque não há nenhuma prova disso. Na sua delação, Joesley não apenas citou os dois e os valores da propina como especificou que seriam contrapartida para aportes bilionários do BNDES para o Grupo J&F. Mas não provou.

A conclusão do procurador Marx, designado para cuidar do caso na primeira instância, pode ser muito boa para Lula e Dilma, mas é muito ruim para os até agora impunes Joesley e Wesley. Primeiro, porque mentiras podem gerar a anulação dos benefícios do acordo de delação. Segundo, porque uma das principais críticas é que eles focaram em Temer e deixaram de fora Lula.

A J&F só virou uma potência mundial no governo Lula, que abriu os cofres do BNDES para os “campeões nacionais” e foi de uma generosidade ímpar com os irmãos goianos. Mas, na delação, Joesley só gravou e prejudicou Temer, que pouco conhecia e cujo governo havia negado um salto importante do grupo: a transferência oficial da sede para a Irlanda.

É legítimo supor que Joesley citou as contas de Lula e Dilma porque tinha de falar qualquer coisa contra eles, mas sabendo que não haveria consequências. Uma conta sem nomes? Espertamente, teria fingido delatar os dois, criando uma história que daria “carne aos leões” da Lava Jato e viraria pó na justiça. Teria sido deliberadamente algoz de Temer, protegendo seus reais parceiros. Esse é um dos nós do acordo de delação, lembrando que, com uma eventual revisão, as benesses caem, mas o efeito das delações continua.

Há, ainda, a CVM contra operações de câmbio e de ações da JBS justamente quando explodiu a delação. A defesa diz que foi “coincidência”, mas é difícil derrubar a suspeita de “informação privilegiada”, que também pode atingir o acordo de delação. A velha ganância ameaça as espetaculares vantagens que Joesley e Wesley receberam ao tentar derrubar Temer. O presidente escapou da guilhotina, mas os irmãos podem estar a caminho dela.
Publicado no Estadão. Coluna assinada por Eliane Cantanhêde

Lula, quem diria?, acabou no interior do Piauí... não elege nem prefeito!

Ao apoiar publicamente o candidato do PT em Miguel Leão, o palanque ambulante garantiu a vitória do adversário...

O despovoamento da agenda de Lula figura entre os efeitos colaterais da Lava Jato. Por falta de patrocínio, encomendas e freguesia, foram aposentados simultaneamente o camelô de empreiteiras, o facilitador de negóciatas internacionais e o palestrante que cobrava meio milhão de reais para elogiar-se durante uma hora em mau português. Por falta de convites, faz três anos que o colecionador de títulos de doutor honoris causa não baixa em alguma universidade para reprisar a celebração da ignorância. Por falta do que fazer, o palanque ambulante tem-se limitado a ir e vir entre o apartamento em São Bernardo e o prédio do instituto com muita sala para pouca visita. Enquanto não vem a inevitável condenação em segunda instância do cinco vezes réu da Lava Jato, Millôr Fernandes diria que Lula está livre como um táxi.

Longe de qualquer tipo de trabalho regular desde a descoberta da vida mansa de sindicalista, inimigo de leituras e avesso a reflexões, o orador à caça de plateias amestradas que escasseiam progressivamente faz o que pode para suportar a saudade dos comícios, das caravanas, das ovações espontâneas que nunca mais ouvirá. Festinha de batizado, bailão em quadra de sindicato, reunião comemorativa de associação de bairro, até mesmo o lançamento do livro da nova namorada de Chico Buarque ─ qualquer acontecimento provido de microfone, caixa de som e mais que três ouvintes terá a presença do  ex-presidente ainda que o convite chegue a dois minutos do início da coisa.

É compreensível que o inventor do Brasil Maravilha tenha aceitado com entusiasmo o convite formulado pelos dirigentes do PT de Miguel Leão, o menos populoso município do Piauí: gravar uma declaração de apoio que poderia tornar arrasadora a performance nas urnas do já favorito Jailson Sousa, candidato a prefeito do partido na eleição suplementar marcada para 6 de agosto. O vídeo abaixo mostra como foi a mensagem de 30 segundos enviada pelo mestre a seus devotos da cidade nordestina: tão convincente quanto o meio sorriso que sublinha a manifestação de solidariedade, confiança e fé.
“Meus amigos e minhas amigas de Miguel Leão, domingo vamos ter eleição em Miguel Leão”, começa o líder de massas que há 10 anos só vê massa de perto na macarronada de domingo. “Eu queria pedir a sua compreensão, o seu voto para o companheiro Jailson. O Jailson é do PT, e você sabe que o PT sabe governar o Brasil, sabe governar o Piauí e sabe governar Miguel Leão. Por isso, domingo não se esqueça: vote treze, vote Jailson. Um abraço e boa sorte.

Era o que faltava para o triunfo que ratificaria com a devida contundência o resultado da eleição municipal de outubro. Candidato a um segundo mandato pelo PSD, o prefeito Joel de Lima, o Professor Joel, teve como vice o companheiro indicado pelo PT: o mesmo Jailson Sousa mencionado no vídeo gravado por Lula. A dobradinha Joel-Jailson conseguiu 714 votos, quase 100 a mais que os 620 obtidos pela chapa da coligação PR-PP, liderada por Roberto César Fontenelle Nascimento. A dupla vitoriosa ficou menos de dois meses na prefeitura.

Em fevereiro deste ano, o prefeito reeleito, o vice e o presidente da Câmara foram cassados pelo mesmo crime: a menos de três meses do dia da votação, os três participaram juntos da inauguração de uma obra pública. A eleição suplementar que chegou ao fim neste 6 de agosto foi uma reedição ligeiramente revista e atualizada do duelo travado dez meses antes.

Valendo-se de brechas na lei, Jailson driblou a cassação e retomou a disputa como candidato a prefeito aliado ao PSD do Professor Joel, que indicou o parceiro de chapa. O bloco adversário limitou-se a rejuvenescer a luta pelo poder municipal com um salto geracional na escolha do prefeito: saiu Roberto César pai, entrou o filho Roberto César Area Leão Nascimento, ou apenas Robertinho, também filiado ao PR. Conforme o combinado no parto da coligação vencida há dez meses, coube ao PP a indicação do vice.

Concluída a apuração, Robertinho foi eleito com 663 votos, 38 além dos 625 em que Jailson estacionou. O candidato do PT tropeçou no fiasco quando já corria para o abraço — a possibilidade do fracasso, que o apoio militante do companheiro governador Wellington Dias tornara improvável, parecia definitivamente exorcizada desde a divulgação da mensagem de Lula. O que teria impedido a reprise, em escala ampliada, da vitória ocorrida há apenas dez meses? Qual teria sido a causa da virada?

Quem vê as coisas como as coisas são não perdeu sequer um minuto com o claro enigma. Em outubro de 2016, absorvido por outros naufrágios em curso, Lula não teve tempo para Miguel Leão: não deu as caras por lá, não mandou mensagens, nem ficou sabendo da existência de um companheiro chamado Jailson. Desta vez foi diferente. Afundado até o pescoço na Lava Jato, acuado por taxas de rejeição estratosféricas, o chefão teve tempo para lembrar ao eleitorado local o que muitos moradores pareciam ter esquecido — ou preferiam esquecer.

Jailson é do PT, informou Lula, que em seguida ameaçou Miguel Leão com a repetição em âmbito municipal do que fizeram ao Brasil os governos petistas. Quando ouviram a mensagem pela primeira vez, partidários do candidato garantiram que Lula faria toda a diferença. Fez mesmo. Ao apoiar Jailson, elegeu Robertinho. O que houve num lugarejo a quase 100 quilômetros de Teresina antecipa o que acontecerá em 2018. Anotem outra vez: é mais fácil Frei Betto virar papa ainda neste ano do que Lula ser eleito presidente no ano que vem.

Publicado na Revista Veja. Por Augusto Nunes

Luciano Huck se inspira em Emmanuel Macron



Cogitado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como um nome “novo” para o cenário político, Luciano Huck participou na semana passada de um evento da Fundação Estudar, mantida pelo empresário Jorge Paulo Lemann.

Nos bastidores, o apresentador surpreendeu seus interlocutores pela desenvoltura com que falava sobre o assunto.
Huck estava particularmente bem informado sobre as condições que elegeram Emmanuel Macron na França, chegando a sugerir que  o Brasil adotasse um cronograma eleitoral semelhante ao francês.

Por lá, o presidente é escolhido antes, num pleito à parte. Uma semana depois, os eleitores votam nos parlamentares. Foi assim que, mesmo sendo independente, Macron conseguiu maioria no Congresso.

“Poderíamos deixar somente a escolha de presidente e governadores no primeiro turno. No segundo turno, entrariam os parlamentares e os dois candidatos ao executivo. Com isso, teríamos ao menos um  Congresso mais afinado com as duas forças que se enfrentariam”, disse Huck. A ideia foi muito bem recebida nos bastidores do evento.